De todos os títulos que lhe cabem, o que Cristovam Buarque mais gosta é o de professor. Reverenciado pela comunidade universitária por sua importante contribuição à educação do país, é considerado mestre de várias gerações, referência nacional e internacional em educação.

Aos 15 anos, a mãe de um colega de turma no Ginásio São Luiz, em Recife, sua cidade natal, pediu auxílio nos deveres de Física e Matemática. Após trabalhar como professor particular e, depois de formado em Engenharia, durante o curso de Mestrado em Economia na Universidade Católica de Pernambuco, não parou, exceto por dois curtos períodos: seus anos de doutoramento na França e no ano que foi ministro da Educação, impossibilitado de conciliar sua agenda de viagens com a rotina de sala de aula.

Cristovam costuma dizer que tem alma de professor, que gosta do ofício e que nunca se arrependeu da escolha que fez para sua vida. Para ele, no Brasil, assumir-se professor é um gesto de modéstia e afirma sempre que sua vocação é ensinar, debater, instigar, provocar, dar aula, pesquisar, escrever e fazer extensão.

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Em sua carreira política, governou o Distrito Federal e fez dele uma imensa escola, assim como foi ministro para educar o Brasil e é senador para usar a tribuna como estrado de aula para milhões de pessoas.

Desde 1979 é professor da Universidade de Brasília (UnB), no Departamento de Economia, a convite de Edmar Bacha, o economista que criou a expressão Belíndia para designar o contraste econômico e social existente no país, em que convivem riqueza igual à da Bélgica com uma miséria indiana. Ocupou a reitoria da UnB de 1985 a 1989, tendo sido o primeiro por eleição direta, após a ditadura militar. Em 2012 recebeu o título de Professor emérito da UnB.

Conhecido por criar conceitos e expressões que se notabilizaram, Cristovam desdobrou a ideia de “professor do futuro”, ou seja, que não será aquele que acumulou conhecimento e ensina disciplinas, será aquele que sabe navegar nas ondas do conhecimento criado em ritmo alucinante e disseminado no mesmo instante em que é criado, formando assim um turbilhão de ideias, teorias, hipóteses.

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