Um único partido chamado Brasil, por Anísio Lana

sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Por Gabriel

Diz-me!
Que sonhar ainda é possível
Que derrubar o MURRO
Da desigualdade, da injustiça, não é uma utopia.

Diz-me!
Que posso acreditar nos homens que dizem fazer o bem Mais me diz o que faço quando descubro que eles São os tijolos desse MURRO pelo qual Entôo um canto de luta E de braços e gente simples Convocando-s para derrubar a muralha perversa.

Diz-me!
Faz-me acreditar que o MURRO pode ser quebrado E cada pedaço distribuído de igual para igual Diz que a bandeira que levanto e as palavras de ordem gravadas no peito Possuem essa força que foi me dado como o sagrado pão para alimentar A cada dia sofrido, de sol em sol A minha esperança.

Diz-me!
Que a esperança ainda possui o poder
De fazer enxergar na mesma mesa, na mesma cidade, no mesmo país A igualdade sendo praticada Onde negros, brancos Sejam uma raça apenas, uma religião Um único partido chamado Brasil.

Diz-me!
Que os ideais que construíram as grandes nações Os pensamentos que libertaram povos Que balas que mataram heróis De um sonho-liberdade Ainda resistem, sobrevivem Em uma sociedade onde o ter é mais precioso que o dom da vida.

Diz-me!
Com que cara, com que máscara
Que nova ideologia vou plantar em meus irmãos Vítimas da escravatura moderna, de uma nação mentirosa Que os seus pobres desejos De ter uma casa, uma aposentadoria digna Uma educação libertadora, uma velhice e morte descente.

São os tijolos que constroem esse MURRO Ideologicamente podre, eternamente inquebrável Um MURRO feito de homens…

 

5 Comentário to “Um único partido chamado Brasil, por Anísio Lana”

  1. Parabéns Anísio!!!
    Ficou lindo o poema.
    Um Abraço!

    [Resposta]

    #547
  2. Olá, amigo poeta Anísio Lana,

    Parabéns pelo lindo poema de desabafo e de forte crítica social.

    A arte só existe por causa de pessoas como você, que se preocupa não somente com a estética, mas, também e, principalmente, com a ética e com a solidariedade… Vamos ecoar este grito seu e dar um MURRO na má distribuição de renda, na violência gerada em consequência e em todas as mazelas deste país.

    Valdeck Almeida de Jesus
    Escritor, Poeta e Jornalista
    http://www.galinhapulando.com

    [Resposta]

    #573
  3. grande,anísio!
    vamos à derrubada do MURRO.
    um abraço.
    romério

    [Resposta]

    #574
  4. Francisco

    Fazer poesia é uma arte, fazer poemas críticos sobre as questões sociais surprendente, você merece os parabéns. É isso ai Elias. Poemas críticos são boas sementes plantadas.

    [Resposta]

    #577
  5. Sandra

    Parabéns querido amigo pelo poema. Seu poema realmente expressa questões socias “negligênciadas”. Quem sabe um dia consigamos derrubar esse MURRO?!
    Um abraço.

    [Resposta]

    #625

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