Você já levou seus filhos ao boliche?, por Sidarta Martins
Sidarta Martins, mestre em administração pela UNIMEP, é o criador da Metodologia dos Sons, para ensino de línguas. Atualmente é professor no Curso de Gestão da UNIP Jundiaí. Como diretor e professor titular do Centro Cultural Europeu, dedica-se ao ensino de Inglês, Francês e Espanhol e à orientação escolar. É leitor e colaborador assíduo deste blog. Faça como ele: envie seus poemas, crônicas, fotos, desenhos, ilustrações, para os e-mails de nossos administradores: rudolfo@senado.gov.br; afonsom@senado.gov.br ou gabriel.reis@senado.gov.br.
Você já levou seus filhos ao boliche?
Se ainda não levou, não sabe o que está perdendo!
Quando os meus nasceram, ouvia dizer que seria o melhor tempo como pai. Quando começassem a andar, seriam terríveis, iriam mexer em tudo, colocar o dedo em tomadas, pendurar-se em varal, colocar a mão em liquidificadores, fazer teste elétrico com pilhas….
Fizeram tudo isso e um pouco mais, mas foi algo maravilhoso.
Começaram a andar. Então, outros diziam que aproveitasse enquanto ainda eram crianças e andavam de mãos dadas com os pais, pois quando crescessem mais um pouco, báu-báu, não iriam querer ter um babá por perto.
Pois cresceram mais e fomos ao cinema, fomos às piscinas da vida, trabalhamos juntos algumas vezes, outras dormiram em meu colo, na volta para casa.
Ainda crianças e já jovenzinhos, gostavam de ouvir, antes de dormir, minhas histórias e minhas estórias.
Apresentei-lhes João Valjean, de Victor Hugo; falei-lhes do Cristo; falei-lhes do bandido que salvou a aranha e a encontrou no purgatório; falei-lhes da fé de Jó; do Homem que Calculava, dos Reis Magos; das Bruxas; de Davi; de meu pai, e das coisas que ele me contava…
Adormeciam e acordavam, a cada dia mais mocinhos e donos do próprio querer.
Então, ouvia de terceiros: “Aproveita agora, pois logo batem as asas e "adeus quimera", só terão tempo para as namoradas e para os "da idade deles"”
Cresceram, tornaram-se homens feitos! A vida lhes está ensinando, na prática, o que só tive tempo para lhes ensinar na teoria, em meus contos, que procurei rechear com o meu mais puro afeto. Uns, parte de minha experiência viva, outros parte de minha imaginação e da imaginação de outrem.
Penso que pelo menos eles têm uma indicação do caminho. Carregam, no embornal de viajantes universais, algumas plaquetas indicativas que, espero, lhes conduzirão ao porto seguro.
Ouço, agora, que logo estarão casados e voltados para o dia-a-dia, não terão paciência para conversas do passado, que o papo será outro, que as esposas e os filhos lhes roubarão todo o tempo.
Faço ouvidos moucos e os levo para almoçar, jantar, ao cinema, ao shopping, ao aeroporto, ao boliche.
Se você não levou seus filhos ao boliche, leve! Não deixe passar em branco esta parte tão importante da vida de uma mãe ou de um pai.
Entre uma "bola na canaleta" e um "strike", temos tempo para conversar, para falar um com o outro e um ao outro. Concordamos, discordamos, discutimos, trocamos nossas alegrias e tristezas.
Como o espaço é pequeno, aprendemos a ficar próximos e dividir nossas limitações.
Temos tempo para ser humanos, para descobrir que, por melhor que estejamos, sempre uma "canaleta" nos espera e, por pior que sejamos, sempre haverá um "strike" para comemorarmos, nos mostrando que a humildade e a paciência nos torna, também, vitoriosos.
A alegria contagiante das pessoas se abraçando, saltando, gritando, comemorando, expressando a amizade e o amor fraterno, nos empurra para isso.
Como ficarmos chateados?
Todos que ali estão são exemplos vivos de erros e acertos, de "canaletas" e "strikes"; são exemplos vivos de como é a vida; de como é a nossa vida!
Aliás, nos deixa claro que é feita muito mais de tentativas do que de acertos.
Nossos filhos também vêem isso e constroem suas próprias histórias e estórias
Leve-os ao boliche! Todo dia é um bom dia.



















































































[...] (esse artigo foi publicado no blog do senador Cristovam Buarque) [...]
Um artigo muito interessante e ligado ao meu esporte preferido, por isso o copiei para o meu blog (http://boliche.wordpress.com/2009/06/17/voce-ja-levou-seus-filhos-ao-boliche/). Parabéns pelo belo texto.
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Os filhos di Sidarta enfiavam o dedo na tomada entao hahahaha que engraçado.
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Esse artigo nos retrata a nossa era,pois precisamos ficar de frente para o espelho e fazer uma viagem ao mundo dos parlamentares da vida que muito tem nos ensinado a ver o nosso país como poucos.Basta que façamos estes homens sair dos seus carros luxuosos,visitar as favelas,subir morros,olhar os barracos,compara-los com seus castelos,suas mansões,seus apartamentos feitos com o dinheiro público,ir as feiras livres,verificar o preço do feijão,do arroz…fazer uma comparação junto as especulações dadas ao PRESAL.Como eu gostaria de ver essa mesma pressão,atenção dada ao tal PRESAL,a Dilma,a Sarney ao novo posto na Pretrobrás que LULINHA ocupará,quando deixar seu trono,as escolas públicas,a saúde,ao desemprego aos mendigos,as faculdades públicas,ao lazer.COMO EU SONHO ALTO!Vale apenas.
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